Técnico interno nem sempre é mais barato — nem sempre é erro terceirizar
A decisão depende de quantidade de usuários, criticidade dos sistemas, horário de operação e maturidade digital. PME com 8 postos e um ERP na nuvem raramente justifica analista CLT full-time; já operação 24h com produção pode precisar de plantão interno + parceiro especializado.
Três modelos comparados
- Horas avulsas — barato no início, caro e imprevisível no médio prazo. Sem priorização nem documentação.
- Contrato mensal (help desk + visitas) — custo previsível, SLA, inventário, prevenção. Modelo mais comum em PMEs de 10–80 usuários.
- Equipe interna — controle total; custo CLT + benefícios + treinamento + cobertura de férias. Compensa acima de ~80–100 usuários ou operação crítica contínua.
Quando terceirizar faz sentido
- Menos de 50 estações e sem desenvolvimento interno pesado.
- Gestor precisa de TI confiável sem virar gestor de TI.
- Exige competências variadas (rede, nuvem, segurança, ERP) que uma pessoa só não cobre.
- Quer custo fixo mensal para orçamento.
- Está em crescimento e não quer contratar antes da hora.
Quando manter interno (ou híbrido)
- Sistemas proprietários complexos com ciclo diário de deploy.
- Regulamentação exige staff dedicado documentado.
- Operação 24/7 com tolerância zero a espera de fornecedor.
Modelo híbrido: interno cuida do core + parceiro cuida rede, backup, estações e projeto.
SLA mínimo aceitável em contrato
- Tempo de primeira resposta por severidade (crítico: 1–2h).
- Canal único de chamados (portal ou e-mail monitorado).
- Visitas presenciais inclusas ou com tabela clara.
- Relatório mensal de tickets e tendências.
- Revisão trimestral de inventário e riscos.
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