Resíduo de TI não é lixo comum
Computadores, monitores, nobreaks, cabos e smartphones contêm metais pesados e componentes que exigem destinação ambientalmente adequada. Além disso, cada disco pode guardar dados de clientes, funcionários e contratos. Descartar na caçamba comum viola normas ambientais e pode gerar vazamento sob LGPD.
Obrigações do gerador (sua empresa)
Como empresa que descarta equipamentos, você deve:
- Encaminhar resíduos a destinadores licenciados ou operadores de logística reversa.
- Garantir apagamento seguro de mídias ou destruição física.
- Manter registro de quantidade, data e destino quando exigido por auditoria ou ESG.
- Alinhar política interna com RH (desligamentos) e patrimônio (baixa).
Fluxo recomendado em 7 passos
- Inventariar equipamentos obsoletos com patrimônio e responsável.
- Migrar dados ainda necessários para produção ou arquivo.
- Revogar licenças e contas vinculadas ao equipamento.
- Wipe certificado ou destruição de HD/SSD — documentar serial.
- Separar fisicamente de estoque ativo (área “aprovado para descarte”).
- Agendar coleta com parceiro especializado — volume define logística.
- Arquivar certificado ou comprovante para compliance.
LGPD e reputação
HD de máquina de RH, financeiro ou comercial que vai para ferro-velho sem wipe é incidente de privacidade esperando acontecer. Clientes B2B e licitações perguntam cada vez mais sobre destinação de ativos e política ambiental.
Riscos de acumular no almoxarifado
Ocupação de espaço, inventário desatualizado, reutilização informal de máquina com dados antigos, multa ambiental e roubo de componentes. “Limpeza anual caótica” custa mais que coleta recorrente programada.
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