Servidor de arquivos sem trilha é caixa-preta
PMEs concentram ERP, contabilidade, RH e contratos em Windows Server com pastas compartilhadas SMB. Quando alguém exclui diretório, altera planilha sensível ou copia massa de dados na véspera de sair da empresa, a pergunta “quem fez?” exige auditoria de objetos — não só backup. LGPD e auditorias internas pedem evidência de acesso e modificação.
O que registrar
- Criação, alteração, exclusão de arquivos e pastas.
- Alteração de permissões — escalonamento indevido.
- Acesso negado — tentativas suspeitas (opcional, gera volume).
Foco em shares críticos (\\servidor\Financeiro, RH, Diretoria) — auditar todo volume C: gera logs ingovernáveis.
Configuração em alto nível
- GPO ou Local Security Policy — ative “Audit object access” (Success e Failure conforme necessidade).
- SACL na pasta — Propriedades → Segurança → Avançado → Auditoria → adicione grupo (ex.: Todos ou Usuários autenticados) com ações desejadas.
- Event Viewer — Security log, Event IDs 4663 (acesso), 4656 (handle), 4660 (exclusão), 4657 (alteração registry em alguns casos).
- Coleta centralizada — encaminhe logs para SIEM ou syslog antes que rotação apague histórico (tamanho padrão do log enche rápido).
Boas práticas operacionais
- Retenção mínima alinhada à política de compliance (90–365 dias).
- Alertas para exclusão em massa ou acesso fora do horário comercial.
- Permissões por função — usuário comum sem write em pasta que só deveria ler.
- Backup imutável separado — auditoria detecta; backup recupera.
- Revisão trimestral de quem tem acesso a quê (access review).
Limites e complementos
Auditoria nativa não substitui DLP nem gravação de sessão RDP em admins — combine camadas. Volume alto exige filtro inteligente para não degradar disco. A ITC Service implementa política de servidor de arquivos, GPO e monitoramento para PMEs no RS. Gestão de suporte TI · Segurança e backup · Backup contra ransomware · Projeto Windows Server.